Receita Federal amplia o controle sobre criptoativos a partir de 2026 Imagem: Uniline Contábil

Receita Federal amplia o controle sobre criptoativos a partir de 2026

  • Postado em: 02/01/2026
  • Por: Rodenei Junior
  • Em: Noticias
  • Visualizações: 689

O que muda, quem será impactado e como se preparar

A Receita Federal publicou novas regras que ampliam significativamente o monitoramento das operações com criptoativos, consolidando um modelo de reporte mais detalhado e alinhado aos padrões internacionais.

A partir de 2026, operações com criptomoedas — no Brasil ou no exterior — passam a integrar um sistema mais robusto de cruzamento de dados, aumentando o risco de autuações em casos de omissão ou inconsistência.


O que deverá ser informado

Deverão ser reportadas, de forma detalhada:

  • Compra, venda e permuta de criptoativos
  • Operações de staking, mineração, airdrops e empréstimos
  • Tipo de criptoativo
  • Valor da operação em reais
  • Quantidade movimentada
  • Taxas cobradas
  • Identificação das partes envolvidas
  • Relatórios periódicos de saldos e custos de aquisição

Quem está obrigado

Estão sujeitos às regras:

  • Exchanges brasileiras
  • Exchanges estrangeiras que operem com residentes no Brasil
  • Pessoas físicas e jurídicas que realizem operações relevantes:
    • Especialmente via plataformas estrangeiras ou descentralizadas
    • Com valores acima dos limites estabelecidos pela Receita

Qual é o efeito prático

Na prática, a Receita Federal passará a:

  • Identificar quem enviou e quem recebeu criptoativos
  • Cruzar informações entre plataformas, usuários e declarações
  • Confrontar dados com Imposto de Renda, e-Financeira e operações bancárias

Divergências viram intimação. Persistência vira autuação.


Penalidades previstas

O descumprimento das obrigações pode gerar:

  • Multas por atraso na entrega
  • Multas por omissão ou erro de informação
  • Questionamentos fiscais sobre ganho de capital
  • Em casos extremos, desdobramentos administrativos e penais

Padrão internacional

As regras seguem diretrizes da OCDE, reforçando a troca de informações entre países.

Isso significa que criptoativos mantidos no exterior não estão fora do alcance do Fisco brasileiro.


Conclusão

Criptoativos não são ilegais, mas não são mais invisíveis.

O novo cenário exige:

  • Organização documental
  • Apuração correta de ganhos
  • Planejamento Tributário adequado
  • Alinhamento entre operações, declarações e registros

Na Uniline Contábil, acompanhamos de perto essas mudanças para orientar nossos clientes antes do problema aparecer — não depois da autuação.

 

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