Imagem: Uniline Contábil
Receita Federal amplia o controle sobre criptoativos a partir de 2026
O que muda, quem será impactado e como se preparar
A Receita Federal publicou novas regras que ampliam significativamente o monitoramento das operações com criptoativos, consolidando um modelo de reporte mais detalhado e alinhado aos padrões internacionais.
A partir de 2026, operações com criptomoedas — no Brasil ou no exterior — passam a integrar um sistema mais robusto de cruzamento de dados, aumentando o risco de autuações em casos de omissão ou inconsistência.
O que deverá ser informado
Deverão ser reportadas, de forma detalhada:
- Compra, venda e permuta de criptoativos
- Operações de staking, mineração, airdrops e empréstimos
- Tipo de criptoativo
- Valor da operação em reais
- Quantidade movimentada
- Taxas cobradas
- Identificação das partes envolvidas
- Relatórios periódicos de saldos e custos de aquisição
Quem está obrigado
Estão sujeitos às regras:
- Exchanges brasileiras
- Exchanges estrangeiras que operem com residentes no Brasil
- Pessoas físicas e jurídicas que realizem operações relevantes:
- Especialmente via plataformas estrangeiras ou descentralizadas
- Com valores acima dos limites estabelecidos pela Receita
Qual é o efeito prático
Na prática, a Receita Federal passará a:
- Identificar quem enviou e quem recebeu criptoativos
- Cruzar informações entre plataformas, usuários e declarações
- Confrontar dados com Imposto de Renda, e-Financeira e operações bancárias
Divergências viram intimação. Persistência vira autuação.
Penalidades previstas
O descumprimento das obrigações pode gerar:
- Multas por atraso na entrega
- Multas por omissão ou erro de informação
- Questionamentos fiscais sobre ganho de capital
- Em casos extremos, desdobramentos administrativos e penais
Padrão internacional
As regras seguem diretrizes da OCDE, reforçando a troca de informações entre países.
Isso significa que criptoativos mantidos no exterior não estão fora do alcance do Fisco brasileiro.
Conclusão
Criptoativos não são ilegais, mas não são mais invisíveis.
O novo cenário exige:
- Organização documental
- Apuração correta de ganhos
- Planejamento Tributário adequado
- Alinhamento entre operações, declarações e registros
Na Uniline Contábil, acompanhamos de perto essas mudanças para orientar nossos clientes antes do problema aparecer — não depois da autuação.
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